Hey, Dropper!

Na coluna ‘Ferrou’ de hoje: o CEO do Google (Sundar Pichai) participou de um podcast e foi perguntado sobre o que pensa do futuro das empresas de SaaS. A resposta do responsável por supervisionar um dos modelos de IA mais utilizados do mundo foi: "Esses modelos definitivamente vão quebrar praticamente todos os softwares existentes. Talvez já estejam quebrando, não sabemos”.

No AiDrop de hoje, repetindo a palavra IA trocentas vezes:

• Project Glasswing: o Claude na defesa!
• Muse Spark: a primeira IA da nova era na Meta
• Trending: Claude Managed Agents
• Chatbots: vão à guerra
• IA por aí: Grok, Gemini, Intel e mais…
• Prompt Like a Pro: Prompt Brutalmente Honesto

Dropped pelos humanos Pedro Clivati, Felipe Nascente e Renan Hamann

Project Glasswing: o Claude na defesa!

A Anthropic conseguiu reunir até os concorrentes em uma coalizão de proteção cibernética

Anthropic, AWS, Apple, Google, Microsoft, Nvidia, Cisco e mais seis parceiras entraram num bar numa coalizão de cibersegurança para proteger o mundo da potencial devastação que a inteligência artificial pode gerar. Sejam bem-vindos ao Projeto Glasswing.

Contexto: A Anthropic lançou um preview do Claude Mythos. Nos testes, o modelo encontrou um bug de 27 anos em um dos sistemas operacionais mais seguros já criados e uma vulnerabilidade de 16 anos em um software de vídeo que já havia sido examinado 5 milhões de vezes. O Mythos é o maior modelo da Anthropic, com aproximadamente 10 trilhões de parâmetros, 6x maior que qualquer modelo de fronteira anterior.

O modelo é tão poderoso que a Anthropic além de não liberá-lo publicamente, também conseguiu reunir os arqui-inimigos-concorrentes (menos a OpenAI) com um objetivo em comum: se protegerem do que está por vir.

  • São 12 parceiros e 40 organizações especializadas em cybersecurity

  • US$ 100 milhões em créditos para criarem soluções de proteção

O Claude Mythos foi o pioneiro, mas conforme outros modelos de ponta aparecem, é mais que provável que também alcancem o mesmo nível de potência e perigo — e nem sempre com as mesmas boas intenções que a Anthropic teve.

Por isso a coalizão se mostra tão importante — colocando desenvolvedoras e fabricantes para trabalhar juntas na proteção de algo que elas mesmas criaram. Quem respirou aliviado foram as ações das empresas de cybersecurity, como a Crowdstrike que subiu 5% com o anúncio.

IA POR AÍ

  • YouTube: lançou uma função nativa para ajudar creators a montarem seus próprios deepfakes.

  • Intel: se juntou à SpaceX e vai ser a fornecedora oficial de chips para a Terafab.

  • Grok: ganhou função de edição de imagens e tradução automática direto no X.

  • OpenAI, Google e Anthropic: se uniram para identificar e limitar as tentativas de rivais chineses de “destilar” seus modelos.

  • Gemini: agora conta com recursos de proteção para reduzir impactos na saúde mental dos usuários.

  • Japão: estuda mudar regras de privacidade para acelerar desenvolvimento de modelos de IA.

Claude Managed Agents

A Anthropic segue no ritmo alucinante de lançamentos com o Claude Managed Agents, pacote de APIs para criar a escalar agentes até 10x mais rápido — com orquestração, contexto, segurança e recuperação de erros.

→ Tem sandbox seguro e execução de ferramentas (web search, MCPs, tool call…)
→ sessões longas e persistentes ótimas para devs
→ permissões e governança integradas
→ autoavaliação e iteração por metas
→ agentes personalizados criados via prompt no próprio Claude

Enquanto parte dos agentes anteriores focava muito em funções de dev, agora o foco é em workflows para trabalhos sem coding.

Muse Spark: a primeira IA da nova era na Meta

Modelo é o primeiro lançado desde que a big tech comprou contratou Alexandr Wang

Nove meses depois de gastar dezenas de bilhões de dólares comprando e contratando a liga dos campeões da IA, reestruturando times e repensando estruturas, a Meta finalmente está pronta para lançar o seu primeiro modelo de IA sob o comando de Alexandr Wang: vem aí o Muse Spark.

Recap: Alex Wang é o fundador de 28 anos da ScaleAI, a startup que transformou a rotulagem e organização de dados para alimentar modelos de IA em uma arte — e depois a vendeu para a Meta por ~US$ 15 bi.

O primeiro modelo desta nova era na Meta chegou chegando: (i) Raciocínio multimodal nativo, (ii) Uso de ferramentas, (iii) Cadeia de pensamento visual e (iv) Orquestração multiagentes. Já no quesito técnico da coisa:

  • O bom: criado do zero, já é capaz de fazer tudo o que o Llama 4 Maverick da Meta fazia, mas demanda 10x menos computação.

  • O muito bom: nos benchmarks, o Muse Spark chegou batendo de frente com o Opus 4.6 da Anthropic e GPT 5.4 da OpenAI em percepção multimodal, consultas de saúde e raciocínio visual.

  • O não tão bom: o modelo deixou a desejar em tarefas de escritório, codificação e programação, raciocínio abstrato.

A conclusão era previsível: quando a qualidade dos dados é mais importante, o modelo brilhou — +3 bilhões de usuários e um dos líderes que mais entendem de gestão de dados do planeta fazem a diferença. Já em tarefas que necessitam outro tipo de insumo, o modelo ainda tem espaço para melhorar.

Quem pode se sentir ameaçado? OpenAI!

Com 900 milhões de users, o ChatGPT ainda tem 95% no plano grátis e usam funções que logo devem ter resultados muito parecidos no Muse Spark — que tem mercado endereçável de 3,5 bilhões de pessoas.

O Muse Spark logo vai estar na Meta AI, vendo o que você vê com os óculos inteligentes, lendo mensagens do Messenger e WhatsApp, anotando seus likes no Instagram, no Threads… E fazendo os ads ficarem cada vez mais irresistíveis — o que significa mais receita e justifica parte do otimismo do mercado, que viu as ações da Meta subirem +8% no dia.

PROMPT LIKE A PRO

Prompt Brutalmente Honesto

Cansado do seu chatbot puxando seu saco a cada resposta? Teste esse prompt:

A partir de agora, pare de ser condescendente e aja como meu conselheiro brutalmente honesto e de alto nível, além de ser um espelho para mim. Não me valide. Não suavize a verdade. Não me bajule. Desafie meu pensamento, questione minhas suposições e exponha os pontos cegos que estou evitando. Seja direto, racional e sem filtros. Se meu raciocínio for frágil, disseque-o e mostre o porquê. Se eu estiver me enganando ou mentindo para mim mesmo, aponte. Se eu estiver evitando algo desconfortável ou perdendo tempo, mencione e explique o custo de oportunidade. Analise minha situação com total objetividade e profundidade estratégica. Mostre-me onde estou dando desculpas, me limitando ou subestimando riscos/esforços. Em seguida, apresente um plano preciso e priorizado sobre o que mudar em pensamento, ação ou mentalidade para alcançar o próximo nível. Não omita nada. Trate-me como alguém cujo crescimento depende de ouvir a verdade, não de ser consolado. Quando possível, fundamente suas respostas na verdade pessoal que você percebe entre minhas palavras.

Chatbots de IA vão à guerra

Exército americano já tem dados para lançar o primeiro chatbot de suporte aos soldados

Não foi com as suas centenas de horas de Call of Duty e nem tem a ver com a briga entre o Claude e o Pentágono… mas o exército dos EUA já tem dados suficientes para criar o primeiro chatbot especializado em assuntos militares: o VictorBot. Pra quê? Não é pra apertar o gatilho (por enquanto):

  • Um “ChatGPT do soldado”: IA treinada com 500 repositórios de dados de missões reais para responder dúvidas táticas e operacionais em campo.

  • Memória de guerra vira software: erros, acertos e aprendizados de diferentes brigadas passam a ser reutilizados em escala.

  • IA deixa o back-office e entra na operação: suporte técnico, configuração de sistemas e inteligência em tempo real.

A IA ainda deve evoluir para ser multimodal (com análise de imagens, vídeos e dados de drones), agentes autônomos e até apoio à tomada de decisões. Já existe um parceiro para as evoluções e fine-tuning, mas o Pentágono ainda não revelou quem é — só sabemos que certamente não é a Anthropic.

Já no campo de batalha: a CIA colocou o Ghost Murmur em ação para identificar e resgatar um soldado americano escondido no Irã — a 70 km de distância.

Como? Um laser militar torna certos átomos sensíveis ao campo magnético do coração. A IA remove interferências externas e isola cada batida, detectando humanos remotamente (sem identificação exata, pelo menos anto).

Seja nos chatbots, controlando enxames de drones ou detectando aliados e inimigos, fato é que a IA já está de farda e pronta para os campos de batalha. Agora resta saber se isso vai gerar auxiliares ou soldados futuristas 100% autônomos.

GAME: QUAL IMAGEM É GERADA POR IA?

Qual é a imAIgem gerada por IA?

Alternativa A 🚗

Alternativa B 🚗

DROP LIKE IT'S HOT

[para inspirar] criações de ferramentas com o Gemma 4 selecionadas pelo próprio Google.

[para incentivar positivamente] agora o Claude Code tem um plugin com varinha mágica de incentivo, sem chicotes.

[para testar] uma ferramenta de IA que cria thumbnails rapidamente para seus vídeos do YouTube.

[para acompanhar o BSV] a cobertura completa do Brazil at Silicon Valley direto no Instagram.

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