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EDIÇÃO #222 • 09/07/2026 • THEDROPS.COM.BR |

Boa tarde, Dropper! Três novos lançamentos vão dar o que falar nas redes sociais o resto da semana. Seria essa a AI “Fashion" Week?
Na coluna Ferrou de hoje: o primeiro estudo sobre a confiabilidade de rostos gerados por IA chegou chocando geral. Resumo da ópera: as carinhas que a inteligência artificial cria são mais confiáveis do que rostos reais.
No AiDrops de hoje, repetindo a palavra IA trocentas vezes:
• OpenAI: fala que eu o GPT te escuta
• Meta: fala que eu o Muse desenha
• SpaceXAI: fala que eu o Grok desenvolve
• IA por aí: Anthropic, Minimax, Gemini e mais…

MODELOS
OpenAI: fala que eu o GPT te escuta
O novo modelo da OpenAI (GPT 5.6) saiu da quarentena e foi liberado globalmente - junto com ele, um novo modelo de voz e escuta.

Assim como o Mythos da Anthropic, a nova família de modelos da OpenAI também passou alguns dias detida. Duas semanas depois do Governo Americano boicotar analisar seus riscos para a segurança nacional, o GPT 5.6 (versões Sol, Terra, Luna) chegou para os meros mortais:
O que mudou em um Drop: principalmente, janela de contexto maior, mais capacidades agênticas e funções de cibersegurança (motivo pelo qual ficou em quarentena).
Todos os membros da família possuem o custo de US$ 1 por milhão de tokens mas, “mesmo preço” não significa que mesmo boleto:
SOL ($$$): atua como um doutorando PhD - demora mais para concluir a tarefa, consome mais tokens, mas resolve os problemas mais difíceis.
TERRA ($$): atua como um mestrando - um modelo generalista que faz de tudo um pouco, mas não é o pesquisador mais profundo em nenhuma área/tarefa.
LUNA ($): atua como o graduando - o mais rápido e faz um monte de tarefa. Usa menos raciocínio e tokens, mas tem o melhor custo-benefício
Junto com a família, veio também o primo: O GPT-Live-1 é o modelo que conversa com você ao escolher quando o modo voice é ativado. A grande novidade é sua capacidade de falar e ouvir ao mesmo tempo (full-duplex), sem parecer um walkie-talkie-robótico com câmbio-desligo.
What's next? O vídeo que a OpenAI usou no lançamento (a vovózinha fazendo crochê enquanto conversa com o gepetê) não é por acaso. É um gostinho de como será quando a superinteligência se tornar onipresente e a interação com ela se tornar algo natural, sem esforço e com diferentes tipos de aplicações: de terapeutas a companheiros virtuais.

IA POR AÍ
→ Microsoft após layoff no Xbox, agora, diz que está confiando mais nos seus próprios modelos de IA para baixar custos. A narrativa é conveniente ou estão eating-your-own-dog-food?
→ Gemini evolui. Agora tem suporte à execução em segundo plano e conexão a MCPs nos agentes via API.
→ Minimax, modelo de linguagem chinês, planeja colocar no mercado um modelo open source com 2,7 trilhões de parâmetros ainda neste ano. A briga tá boa.
→ Anthropic colocou o Claude Code também nas versões web e mobile do Claudinho. A narrativa dos gurus de trabalhe usando apenas o celular acaba de ser potencializada.

MÍDIA
Meta: fala que eu o Muse desenha
Nem todo o canhão de dados de imagens e vídeo da família de apps da Meta (Facebook, Instagram, Whatsapp..) significou a melhor pontaria. Até agora.

Muse é a nome da nova família proprietária da Meta Superintelligence Labs para geração de imagens e vídeos.
O Muse Image ficou em 2º lugar nos benchmarks, atrás do GPT-Image-2.
O Muse Video ficou em 3º, atrás do Gemini Omni Flash e Seedance 2.0.
A inovação mais significativa é a capacidade multiturno, em outras palavras, a capacidade de manter a memória do que você pediu anteriormente no chat buscar referências.
Os modelos estão disponíveis pelo app Meta AI e incluem suas capacidades agênticas: eles raciocinam, pesquisam na web pelo conhecimento que precisam, utilizam ferramentas e refinam suas próprias gerações de conteúdo antes de apresentar um resultado.
Apesar da desconfiança geral das nações, A Meta afirma que os modelos serão otimizados para os produtos e ecossistema da bigtech, como por exemplo, criar efeitos de IA nos Stories do Insta e gerar imagens direto nas conversas no WhatsApp.
Mas assim como geram mídias, também geram controvérsias…
Usuários podem usar perfis abertos no Instagram como referência - e claro que já tem gente pedindo para criarem milhares de versões do Neymar chorando na Copa.
Caso usuários não queiram que sua imagem possa ser usada pelos modelos, precisam selecionar manualmente a opção (dar um opt-out). Já fez por aí? Pergunte-nos como.
Não está claro se os modelos foram treinados apenas com materiais públicos ou se outros dados entraram no treinamento. cof cof whatsapp nudes cof cof
Enquanto nos EUA parece que o modelo vai seguir como foi criado, as regras de proteção de dados em outros locais (Brasil e Europa, por exemplo) podem exigir mudanças. Na Europa, inclusive, já tem legislador de olho.
Zoom-out: a transição lembra a estratégia do seu arquirrival Google, que mantém modelos abertos (como Gemma) enquanto usa modelos proprietários (Gemini) em seus produtos. No caso da Meta, o Llama continua como plataforma aberta para a comunidade, enquanto o Muse se torna o "cérebro" de seus aplicativos voltados ao consumidor.
Pra quem quer ver na prática, a própria Meta soltou uns samples.

TRENDING
Detectando Autismo e TDAH pelo olho
Um adolescente de 17 anos criou a RetinaMind, uma IA que se propõe a diagnosticar autismo e TDAH olhando para a retina. Seu projeto ficou em 2º lugar em uma das feiras de ciências mais prestigiadas dos EUA.
Segundo os resultados preliminares, o modelo de interpretação visual realiza os exames com 89% de precisão e auxilia a acelerar diagnóstico de autismo e TDAH que, hoje, dependem de observação comportamental - que pode levar meses ou anos de espera.
O olho humano é a janela mais barata e rápida para rastrear o cérebro. Se o modelo se sustentar em mais estudos, a triagem pode se tornar tão simples quanto um exame de vista.
Curiosidade: Kang só ficou atrás de Connor Hill, que escreveu um programa de computador para fazer os cálculos e provou que existem duas famílias infinitas de poliedros nobres - além de 146 exemplos isolados. Essa é pros nerds.

CODING
SpaceXAI: fala que eu o Grok 4.5 desenvolve
O primeiro modelo da xAI foi treinado em conjunto com a Cursor, sua mais recente aquisição.

Depois de juntar a xAI (que trouxe os engenheiros), com o X (que trouxe os dados), com a SpaceX (que trouxe os datacenters), com o Cursor (que trouxe usuários), a agora chamada SpaceXAI lançou seu primeiro primeiro modelo otimizando para coding e pesquisa.
E ele chega entregando performance em linha com o Opus (por muito menos):
Preços do Grok 4.5 (API xAI):
Input: US$ 2,00 por milhão de tokens. Output: US$ 6,00 por milhão de tokens
Claude Opus 4.8 (Anthropic)
Input: US$ 5,00 / milhão
Output: US$ 25,00 / milhão
Ou seja: além de ser treinado com conjuntos de dados de programação, ciência, engenharia e matemática e se destacando, principalmente, para a turma de engenharia e desenvolvimento de software, o Grok 4.5 ainda é ~60% mais barato no input e ~76% mais barato no output do que um dos modelos mais avançados para tarefas de programação já construídos até hoje. E é só o primeiro.
Detalheeeee: SpaceXAI é o único dos grandes labs que tem poder computacional SOBRANDO pra treinar e inferir.

DROP LIKE IT'S HOT
[para aprofundar] um overview completo do Grok 4.5.
[para rir] uma vaga do Yahoo exigindo 10 anos de experiência com Claude.
[para entender] o DoorDash (app de delivery) treinou o próprio modelo.
[para clonar] as capacidades do Fable para outros modelos antes do dia 12.

AI LIKE A PRO
Novidades de ferramentas, agentes, prompts e skills para você usar:
→ Ferramenta: VoiceBox é uma IA open source que pode clonar vozes e rodar direto no PC do usuário - e ser integrada via MCP.
→ Agente: Page Agent da Alibaba transforma qualquer site em uma página agêntica.
→ Prompt: Usando o GPT Live para treinar apresentações em inglês
→ Skill: Juicer usa a base do próprio Juicer API para gerar insights de marketing.

GAME: Qual imagem é gerada por IA?

Imagem 1 ☀️

Imagem 2 ☀️
