Hey, Droppers!

Na coluna ‘Ferrou’ de hoje: uma denúncia de 18 páginas acusando o Uber Eats de práticas de exploração aos entregadores de forma sistemática, incluindo até o desvio de gorjetas, viralizou nas redes sociais – até que um jornalista foi investigar o caso e descobriu que, na verdade, tudo era deepfakes criados com IA.

No AiDrop de hoje, repetindo a palavra IA trocentas vezes:

• ChatGPT Health: seu personal health coach
• Saúde: como está a IA na medicina?
• Indústria: sensores no chão de fábrica
• CES 2026: a IA no mundo físico
• IA por aí: Anthropic, Amazon, L'Oreal e mais...
• Prompt Like a Pro: Comece o ano refletindo

MODELOS

ChatGPT Health: seu personal health coach

Enquanto uma galera usa a inteligência artificial para negociar ações, dirigir carros autônomos, escrever códigos e automatizar pessoas processos… um caso de uso chamou tanto a atenção da OpenAI que ganhou o próprio consultório online: ChatGPT Health – um espaço dedicado pra conversas de saúde com proteções extras.

Mas por que diabos a OpenAI quer se formar em medicina? Pois bem…

+40 milhões de usuários enviam um prompt sobre saúde POR DIA;
+5% das mensagens globais são sobre cuidados médicos;
+230 milhões de pessoas fazem perguntas de saúde semanalmente.

Para transformar o chatbot generalista que sabe de tudo em um personal health coach que entende as suas particularidades, analisa seus exames, acompanha seus dados e hábitos de saúde e gera recomendações, a OpenAI precisou:

  • Montar um time com +260 médicos de +60 países em dezenas de especialidades para treinar e refinar as respostas do modelo de IA.

  • O grupo de jaleco forneceu feedback sobre outputs +600 mil vezes em 30 especialidades e áreas de foco diferentes.

  • Estudar integrações com wearables como Oura ring, Apple Watch, Whoop e outros.

Se tratando de dados de saúde, privacidade e segurança ganharam a prioridade. A funcionalidade já está disponível na barra lateral do ChatGPT, mas opera com memória própria e camadas extras de proteção (como criptografia e isolamento)

A OpenAI possui +900 milhões de usuários ativos semanais e atingiu uma receita recorrente anual de US$ 20 bilhões. Se ao menos 5% deles conectarem dados de saúde, isso representa 45 milhões de usuários fidelizados com o tipo de dado mais relevante possível – afinal, quantas vezes você troca de médico da família durante a vida?

IA POR AÍ
  • Anthropic planeja abrir uma rodada de investimentos a um valuation de US$ 350 bilhões, representando quase o dobro de 4 meses atrás.

  • L’Oreal está implantando o uso de IA no dia a dia para escalar suas campanhas publicitárias.

  • LTX-2, um modelo de vídeo com geração de áudio embutida, finalmente está open-source – tendo 4K 50fps nativos.

  • xAI levantou US$ 20 bilhões em uma rodada de série E para investir nos treinamentos do Grok 5.

  • Higgsfield anunciou o AI Stylist, onde você insere um modelo e as peças de roupa que quiser que ele vista.

  • Amazon está usando IA para raspar sites e vender produtos de lojistas que não autorizaram essa prática.

Chega de inbox bagunçada, sem pé nem cabeça!

O Google começou a implementar o Gemini no Gmail a partir do AI Inbox, auxiliando a recapitular suas conversas, organizar os favoritos e dar continuidade com mensagens geradas por IA.

Os AI Overviews agora estão disponíveis pra todo mundo, com resumos daquelas correntes de e-mail que parecem não ter fim.

Já para quem assina Google AI Pro e Ultra, os Overviews também aparecem nas buscas dentro do Gmail usando linguagem natural – tipo: “Quem foi mesmo que me pediu as fotos da festa que ficaram ótimas?”
(não esquece de arrastar a gente pra aba de prioridade e nem de indicar o AiDrop pra seus amigos)

SAÚDE

Como está a IA na medicina?

A inteligência artificial está revolucionando a área da saúde, goste você ou não. Enquanto a OpenAI focava no desenvolvimento de um DoutorGPT, outras aplicações mais profundas também ganharam tração: curar doenças, descobrir novas moléculas proteicas, testar novas drogas e muito mais.

A humanidade está ganhando um aliado que acumula todo conhecimento de saúde gerado até hoje e os profissionais (humanos) já estão tirando proveito:

  • Na bancada dos cientistas: está virando um motor de descoberta. Candidatos a fármacos estão sendo descobertos em até 18 meses em vez da média anterior de 54 meses, com uma taxa de sucesso inicial para moléculas descobertas de 80-90% contra 40-65% anteriores.

  • No diagnóstico dos médicos: o câncer de pâncreas tem uma sobrevida de ~10% em 5 anos, mas, se for detectado cedo pode mudar tudo. O PANDA analisou +180k tomografias computadorizadas e ajudou a encontrar 14 casos em estágio inicial das ~20 que analisou.

  • No atendimento: Utah virou o primeiro estado a permitir IA para refil de receita. A renovação de receitas pode levar de 2 semanas até 2 meses para ser concluída, e permitir uma IA (com salvaguardas específicas) cuidar desse processo moroso pode poupar muito tempo e salvar muitas vidas.

Agora a IA não está só "ficando melhor", mas se tornando parte crucial das etapas da medicina. E, embora tenhamos médicos excelentes com olhos excepcionais, eles não estão disponíveis em todos os lugares do mundo e nem conseguem processar informações na velocidade e no volume das máquinas.

INDÚSTRIA

Bosch: IA do chão ao teto de fábrica

Gerar dados é fácil, mas nem toda empresa sabe usá-los da melhor forma e no chão de fábrica isso fica ainda mais evidente. Sensor, câmera e software podem até coletar informações, mas quase nada disso vira decisão rápida. Agora, a Bosch vai investir € 2,9 bi até 2027 pra mudar essa história.

O problema: boa parte das operações com dados atualmente são engessados por processos fixos em grandes fábricas.

A consequência: falta de eficiência, downtime elevado por problemas técnicos e muito dinheiro perdido.

A solução: empurrar IA para o centro das operações.

Isso promete detecção precoce de falhas com modelos de IA analisando câmeras e sensores. A ideia é ter menos paralisações gerais programadas e mais intervenções a partir do reconhecimento de fatores de risco – como temperatura, sons e até pequenos movimentos.

Todo o ecossistema de IA da Bosch deve ficar baseado em servidores locais e rodando na ponta – até porque mandar dados para a nuvem e esperar respostas não é a melhor ideia quando estamos falando de linhas de produção gigantescas. O cloud fica nos bastidores: treina modelos, organiza versões, enxerga padrões globais.

No fim das contas, o movimento é menos futurista e mais “ajeitar a bagunça” para cortar desperdício, reduzir downtime, alongar a vida das máquinas e dar conta de operações cada vez mais complexas – num mercado em que cada fração de porcentagem na eficiência vira muitos dólares.

PROMPT LIKE A PRO

Comece o ano refletindo

Todo mundo já tirou as luzinhas de Natal, as resoluções de Ano Novo também já passaram. Daqui pra frente é colocar em prática o que foi planejado, e esse prompt vai ajudar você a fazer uma autoanálise profunda:

# Você vai me fazer qualquer pergunta que quiser.

# Eu vou responder da forma mais verdadeira e completa possível.

# Com base na minha resposta, você fará outra pergunta.

## Pode avançar e retomar quantas vezes for necessário.

# Eu quero revelar construções profundamente enraizadas na minha mente — falácias, limitações, potenciais, áreas de melhoria, qualquer coisa que esteja atualmente flutuando abaixo dos meus pensamentos conscientes.

TECNOLOGIA

Physical AI: quando os chatbots saem da tela

Sabe o que Pong, Nintendinho, DVD, Apple Newton e Oculus têm em comum? Todos foram mostrados para o mundo em edições passadas da CES (Consumer Electronics Show) – considerado o maior evento de inovação tech do mundo. Esse ano está sendo diferente. Quer um spoiler das tecnologias que devem bombar nos próximos anos? A gente fez um giro por Las Vegas para que você não precise…

B2B > B2C: Apesar do nome ser Consumer, o evento está cada vez mais Business. Isso porque com nuvem, data center, automação, energia e muita especulação, antes que a IA chegue nos bolsos e aparelhos de todo mundo, ela precisa passar pelos bolsos fundos das grandes empresas.

Os conceitos de Physical AI dominaram a narrativa. A ideia é simples: sair do chat e colocar IA em coisas que veem, escutam, se movem e executam tarefas – preparando o público final antes de inserir um robô doméstico dentro da sua casa. As tendências são claras – e as imagens são incríveis:

  • AI PCs como novo normal: os novos processadores para consumidores finais agora vão contar com uma parte em "núcleos de processamento neurais", para tarefas de IA e eficiência energética;

  • Eletrodomésticos com IA: também vão ser mais comuns e ampliar funcionalidades que antes eram apenas de visão computacional – incluindo sistemas que ajudam a gerenciar compras e reduzir desperdício.

  • Assistentes de IA para ecossistemas: o novo Qira da Lenovo, por exemplo, se comunica entre dispositivos mantendo o contexto das suas notificações e antecipando o que você pode precisar;

  • IA para carro como software: a Nvidia apresentou o Alpamayo, uma IA aberta que irá sendo melhorada ao longo do tempo para poder ser atualizada gratuitamente – diferente de ter que pagar até para aquecer o banco do carro.

A primeira onda da revolução da IA foi marcada pelas startups tech de software enfiando IA goela abaixo de todas as funcionalidades. Se a CES estiver certa, a segunda onda será marcada por produtos não tech se tornando inteligentes – da sua torradeira ao seu carro, do seu colchão ao seu espelho provador, tudo vira IA.

GAME: QUAL IMAGEM É GERADA POR IA?

Sentiu saudades? O game está de volta!
Qual a airquitetura gerada por IA?

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