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Hey, Droppers!
Na coluna ‘Ferrou’ de hoje: o chefe da agência de cibersegurança dos EUA, Madhu Gottumukkala, carregou documentos confidenciais do governo no ChatGPT público. Agora, os documentos sensíveis e marcados "Somente para Uso Oficial" estão acessíveis a qualquer pessoa, e Madhu está sob investigação.
No AiDrop de hoje, repetindo a palavra IA trocentas vezes:
• Chrome: agora com agente
• Prism: um ChatGPT para o mundo acadêmico
• AI: a nova Revolução Industrial?
• IA por aí: Gemini, ESA, LM Arena, xAI e mais…
• Prompt Like a Pro: Ponha ordem na casa! (seu cérebro)

NAVEGADORES
Chrome: agora com agente

OpenAI, Opera, Dia e Perplexity tinham um sonho, o Google tem os dados, as senhas, favoritos, hábitos e a UX que +70% dos usuários já se acostumaram. Então não é exagero dizer que o agente Auto Browse do Gemini integrado ao Chrome é a primeira chance da popularização REAL dos navegadores agênticos.
Bem depois das rivais? Sim, mas nem importa. O Chrome tem ~3,6 bilhões de usuários e o Google nunca se sentiu ameaçado no setor de browsers — nem mesmo quando a OpenAI decidiu entrar no ringue. Vantagens de quem lidera: deixa o hype agir nos outros e depois entrega o "good enough".
A "demora" tem outra justificativa: esperar os rivais lançarem ferramentas de IA em seus navegadores faz com que a atualização seja uma resposta de competição. Ou seja: sem novos argumentos para quem tenta separar a operação do Chrome alegando monopólio. A pressa de Sam Altman jogou contra a OAI? Parece que sim!
Falando de funções, o que vem Chrome-Gemini-Turbo-AI-Mode?
Navegação autônoma — incluindo marcar viagens, reuniões, etc.
Integração com o Nano Banana pra editar e transformar imagens no próprio navegador.
Conexão mais profunda com o Google Workspace.
Pra quem tem medo de ver o cartão de crédito explodindo por compras indevidas, o Google garante que a IA não vai sair comprando nada sozinha: decisões finais ainda pedem seu "ok".
Por enquanto a atualização fica limitada às contas AI Pro e AI Ultra dos EUA, mas é questão de tempo até que os recursos sejam liberados pra todo mundo. Pros usuários é a chance de experimentar uma navegação autônoma sem o stress de ceder dados novamente, pras rivais é um banho de água fria.
BEYOND AUTOMATION
IA: o copiloto para operar em vários países
Dropped by Deel
Quase toda empresa já pensou em expandir a atuação ou contratação para fora do país em algum momento. Mas quantas já pensaram no quanto isso pesa no RH? Se uma legislação já é difícil, imagina lidar com mais de 200 exigências trabalhistas e culturas diferentes.
Cada novo país adiciona uma burocracia que o manual sozinho não dá conta.
Já faz tempo que a dúvida não é SE usar IA, mas COMO e nessa a Deel te salva com o playbook “O papel da IA no RH de empresas globais”.
O que faz sentido automatizar?
Onde a IA realmente gera mais eficiência?
Quando o julgamento humano continua sendo indispensável?
Spoiler: dá pra usar IA para simplificar operação, acelerar recrutamento e onboarding, apoiar folha de pagamento e compliance, ganhando muita eficiência.
→ Para saber tudo isso, com casos de uso e boas práticas é só baixar o material aqui.
IA POR AÍ
Gemini: começou a testar ferramentas de clonagem de voz de usuários para a criação de áudios com IA.
ESA: a agência de astronomia europeia usou IA para analisar 100 milhões de imagens em apenas 2,5 dias e encontrou 1.400 anomalias em capturas do Hubble.
Luma AI: lançou o Ray 3.14, uma versão turbinada do seu modelo de geração de vídeo que já entrega 1080p nativo — mais rápido e barato que a geração anterior.
LM Arena agora será chamada somente de Arena após receber um rebranding, já que hoje em dia não lida somente com modelos de linguagem.
xAI lançou a API do Grok Imagine: cada imagem por US$0,02 e vídeos por US$0,05/segundo.
Replit: abriu uma buildathon para premiar apps mobile criados com vibe-coding na ferramenta e vai ter um evento ao vivo no dia 6 para tirar dúvidas dos participantes (é grátis e tem prêmio de US$ 10 mil).

Tem gente dizendo que o bonde das startups de IA já passou. Mas Andrej Karpathy — um dos gurus da área — acha que ainda tem muita pista pela frente. E aposta que o laboratório Flapping Airplanes vai provar isso.
A startup surfa a nova onda dos "neolabs", que trocam lucro rápido por pesquisa profunda. Mesmo assim, acabou de levantar US$ 180 milhões, cravando um valuation de US$ 1,5 bi pra encarar dois pepinos clássicos da IA — modelos complexos e eficiência de dados.
A rodada ecoa a tese de Karpathy: projeto bem fundado + gente que entende o ciclo inteiro de IA + faro pra talento = receita pra fugir do óbvio.
CIÊNCIA
Prism: um ChatGPT para o mundo acadêmico

Ao contrário do que possa parecer pra quem já escreveu um TCC, a escrita científica não se limita às regras da ABNT. Longe disso, envolve buscas, colaboração simultânea, citações, equações e formatações para um público até então sem muitas alternativas. Agora a OpenAI quer mudar essa realidade e levar a mesma facilidade dos agentes de código para o mundo acadêmico (de graça) com o lançamento do Prism.
O Prism é uma evolução do Crixet, uma plataforma de escrita científica em nuvem que foi comprada pela startup e totalmente reconstruída com base no GPT 5.2 (o mais parrudo em raciocínio).
Na prática, o usuário do Prism pode:
Buscar artigos relacionados em bancos de dados confiáveis;
Gerar citações automaticamente;
Transformar esboços matemáticos em equações complexas;
Formatar automaticamente (porque ninguém gosta disso).
A OpenAI não escolheu o tema à toa: toda semana já são mais de 8,4 milhões de consultas sobre ciência acadêmica no ChatGPT. O que muda é que agora:
→ os cientistas: em vez de utilizarem múltiplas ferramentas não integradas e pagas (Overleaf), agora têm acesso a um ambiente centralizado, colaborativo e inteligente o suficiente não apenas para consultas, mas também para ações.
→ a OpenAI: ganha acesso a uma gigantesca quantidade de dados de qualidade e uma licença ampla (segundo os termos de uso) para usar os conteúdos produzidos pelos acadêmicos para treinamento, aprimoramento de sistemas, conformidade e evolução de modelos
A OpenAI quer posicionar o ChatGPT como o produto mais importante para pesquisa e ciência. O plano aqui não é monetizar os acadêmicos com uma assinatura paga, mas sim pagar barato para ter acesso ilimitado a alguns dos dados mais valiosos e inteligentes do mercado.
PS: o Prism é 100% integrado ao sistema LaTeX, que define padrões de publicações científicas.
PROMPT LIKE A PRO
Ponha ordem na casa! (seu cérebro)
Sempre que você estiver com uma montanha de tarefas para fazer e não estiver conseguindo gerenciar seu tempo corretamente, utilize esses truques para melhorar o seu dia:
1)
# Aqui vão todas as informações que estão na minha cabeça (tarefas, preocupações, pendências e ideias).
# Sua função: organizar isso em uma tabela com: Item | Categoria | Urgência (1-10) | Esforço (15m/30m/1h/2h+).
# Depois, crie 3 listas: Fazer hoje, Agendar, Eliminar/Delegar.
2)
# Estou atrasando esta tarefa: [tarefa].
# Qual o resultado esperado: [resultado]
# Aja como um “debugger” de procrastinação e faça:
1. Quebre a tarefa em micro-passos até chegar num passo que leve 2–5 minutos.
2. Crie um sprint de 15 minutos com: checklist mínimo + timer + regra “sem perfeição” — e termine com um “próximo passo inevitável” (5–10 min) pra eu emendar.
MERCADO
Mais uma Revolução Industrial?

A IA já virou tudo de cabeça pra baixo desde 2022 — mas será que dá pra colocar no mesmo patamar da revolução industrial? A Casa Branca (sim, ela mesma) acha que sim.
No relatório Artificial Intelligence and the Great Divergence, o governo dos EUA trata a IA não mais como “tecnologia do futuro”, mas como pilar da economia americana de agora. E vem com dados para sustentar o hype:
→ Só em 2025, o investimento em AI teria aumentado o PIB dos EUA em 1,3%;
→ 78% das organizações americanas já usam IA;
→ 40% dos trabalhadores também;
→ Quase metade das empresas paga por ferramentas generativas.
Enquanto o custo por tarefa cai, o poder computacional sobe e processos que levavam dias agora rodam em minutos. Revolução? Bom... depende de quem responde:
Pra quem concorda, a mudança é estrutural: reconfiguração do trabalho, ondas de adoção, impactos políticos — o mesmo script das grandes revoluções anteriores.
Pra quem discorda, a IA mexe com percepção e análise, não com o “chão de fábrica”. A fonte de energia (ainda) é a mesma, e o consumo subiu, não caiu.
Com ou sem carimbo de “nova revolução industrial”, uma coisa é certa: a IA já virou base da economia moderna. Dos emails gerados em segundos às futuras dark factories que nunca dormem — tudo mudou e não tem Ctrl+Z que desfaça,
GAME: QUAL IMAGEM É GERADA POR IA?
Qual delas é a fake que nunca descansou na graima?

🍁 Alternativa A

🍁 Alternativa B

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DROPS
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