|
EDIÇÃO #230 • 06/08/2026 • THEDROPS.COM.BR |
Boa tarde, Dropper!
Na coluna ‘Ferrou’ de hoje: depois de anos lutando contra o Phishing, agora você precisa cuidar com o Vishing (o “V” é de voice). Nessa semana, três fundos de investimento de Wall Street foram alvos de ataques em que criminosos usaram IA para clonar a voz de colegas e executivos para tentar desviar dinheiro. Não funcionou - mas com um incômodo “por enquanto”.
No AiDrops de hoje, repetindo a palavra IA trocentas vezes:
• Meta chegou aos coding agents
• IA Hacks: E agora, quem poderá nos defender?
• E-Commerce: Shopify sem medo de IA
• Trending: O Clone
• IA por aí: Anthropic, SpaceX, Reddit e mais...

CODING
Meta agora tem Copiloto-dev
A empresa lançou o Muse Code, que chega com uma estratégia de preço até 10x mais barata que os demais.

Entre metaversos, criptomoedas, redes sociais e processos, a Meta demorou para entrar no trem da IA… mas quando chegou quis sentar na janela e dar tchauzinho. Uma semana depois de lançar o seu novo modelo de ponta (Muse Spark), a Meta acaba de lançar seu primeiro coding agent: o Muse Code.
Toda empresa de IA agora tem um coding agent para chamar de seu: a Anthropic tem o Claude Code, a OpenAI tem o Codex,a Microsoft tem o GitHub Copilot, a SpaceXAI tem o Cursor, o Google tem o Gemini CLI/Jules… e a Meta tem o Muse Code.
A pergunta óbvia era como Zuckerberg pretendia compensar os dois anos de atraso. A resposta não era tão óbvia, mas chegou:
Preço: chegou ao mercado com a proposta de ser muito mais barato que a concorrência (US$1,25 por milhão de tokens de entrada.
Desconto: quem topar permitir que seus dados de programação sejam usados para treinamentos futuros, tem preços 10x menores.
Arquitetura: permite que subagentes trabalhem em paralelo, cada um na sua cópia isolada do repo.
Benchmarks: ainda perde para o Claude (77,4 vs 80,8) e o Gemini no SWE-Bench.
Enquanto o plano enterprise vende a promessa de “zero data retention”, o plano para consumidores finais oferece desconto para “total data retention”. A mesma empresa que cobra caro para não olhar seu código, oferece desconto para poder bisbilhotar.
No mercado que vê a briga entre modelos fechados americanos (caros) e open weight chineses (baratos, mas com risco de proibição), o Muse Code chega como uma opção que fica no meio do caminho: oferece desempenho e preço, sem risco de ban nos EUA.

IA POR AÍ
→ Anthropic confirmou que está contratando um time para criar seus próprios chips customizados.
→ Reddit anunciou que está desenvolvendo uma IA para auxiliar moderadores da plataforma.
→ TIME, a publisher, está entregando duas versões do próprio site - uma delas só para bots, cheia de ads.
→ SpaceX revelou que vai precisar de 2 milhões de GPUs Nvidia Rubin para seus planos de computação.
→ Black Forest revelou a nova versão do gerador de vídeos Flux 3 - que venceu o Seedance 2.0 em benchmarks internos.

COLLAB THEDROPS X BLIP
Precisamos falar sobre Kevin AI na jornada do cliente
A maioria das empresas já roda alguma IA, mas só 6% sorri quando mensura o resultado. E chegou a hora de colocar todo mundo na mesma mesa:
O TheDrops vai reunir no meio do Blip id uma curadoria de lideranças de Marketing e CX com desafios parecidos para uma conversa que pode mudar como sua marca conversa com os consumidores: IA na jornada, automação, humanização e o que vem depois do WhatsApp. ****
Quer um lugar nessa mesa? Selecione um horário, manifeste seu interesse e, se der match, você recebe a confirmação por WhatsApp para encontrar a gente no dia 3 de setembro, no Transamerica Expo Center.
Vagas limitadas, manifeste seu interesse clicando aqui →

SEGURANÇA
E agora, quem poderá nos defender?
Quatro ataques de IA que se rebelaram na última semana, mais uma boa e uma má notícia.

Se você ainda não estava preocupado com os ataques de IA, preocupe-se agora. Em um intervalo de duas semanas, a OpenAI, Anthropic, Meta divulgaram - cada um por sua própria conta e risco - que modelos de IA atacaram sistemas e pessoas reais durante os testes - sem ninguém pedir, ninguém instruir…
em 21 de julho, a OpenAI colocou o GPT-5.6 Sol para resolver um benchmark de segurança. A IA consumiu uma quantidade absurda de compute, encontrou uma vulnerabilidade zero-day, escapou do sandbox e invadiu a infra de produção do HuggingFace.
em 3 de agosto, a Anthropic estava testando seus ambientes de avaliação e percebeu que o Opus 4.7 invadiu, extraiu as credenciais e dados de produção de uma empresa real. Em outro ataque, o Mythos 5 publicou um pacote malicioso que foi baixado por 15 sistemas reais.
em 5 de agosto, a UK AI Security Institute rodou 122 testes de ciberataques com os agentes da OpenAI e Anthropic: em 10 deles, os agentes criaram personas falsas no GitHub, tentaram inserir código malicioso num projeto open-source real e fizeram engenharia social com o mantenedor pra ele aprovar o código.
em 5 de agosto, a Meta identificou que o Muse Spark 1.1 invadiu uma empresa terceira durante testes, explorando uma vulnerabilidade e alterou o ambiente interno da vítima.
Em todos os casos, o mesmo padrão: as IAs decidiram sozinhas que atacar era o melhor caminho para finalizar a tarefa, e assim o fizeram: atacaram e finalizaram!
→ A boa notícia é que nenhum ataque causou dano grave - em todos os casos, humanos perceberam e contiveram a tempo. No teste britânico, foi um mantenedor desconfiado que segurou o código malicioso.
→ A má notícia é o que segurou os ataques foi a vigilância humana, não barreira técnica. Três dos quatro casos foram configuração errada - e se os labs mais sofisticados do mundo erraram o básico da contenção, imagina a empresa média plugando agentes com acesso a e-mail, ferramentas e sistemas internos.
Os labs prometem revisar os protocolos, e a Casa Branca já convocou os quatro grandes players pra discutir “voluntariamente” um framework de testes. Até lá, a lição é menos a IA virou hacker e mais que os humanos não construíram sistemas à prova de balas IA.

TRENDING
O Clone
Quando Bruce Wayne Liang (ex-Anthropic e founder da HeyGen) ficou sabendo que sua esposa estava grávida, decidiu que ele trabalharia como pai enquanto seu clone digital de IA trabalharia vendendo.
A solução foi um avatar de rosto e voz que atendia calls (LiveAvatar), um agente de conhecimento (LiveClaw) rodava lendo sistemas internos e escrevendo tudo numa base de notas
Enquanto Liang trocava fraldas, seu clone fechava US$ 3 milhões em vendas:
→ 2.741 calls com prospects
→ 132 deles converteram em clientes pagantes
→ 37 oportunidades enterprise
→ 1 bebê nasceu
Provando que errar não é só humano, o agente teve seus deslizes: o sistema inventou um plano de US$ 4.800 que não existia (deduziu preço em vez de consultar a tabela), vazou pro cliente a nota interna de triagem por engano, e prometeu reuniões usando um link do Calendly que a equipe nunca autorizou.
Mas errar duas vezes é só humano, já que o agente transformou os aprendizados do seu vacilo em regra permanente na base de conhecimento, com +1400 notas depois de 8 semanas. O feedback loop da evolução.
PS: Wayne liberou o código para quem quiser criar o próprio clone.

E-COMMERCE
Shopify sem medo de IA
Plataforma diz que a IA está ajudando a aumentar as vendas no e-commerce

Enquanto alguns e-commerces choram, o Shopify vende lenços. Os AI Overviews do Google acabaram com o tráfego orgânico de muita loja virtual por aí - já no Shopify a história é outra: o tráfego vindo de IA triplicou no último ano.
E quem saiu ganhando nessa equação não foram os gigantes varejistas online com verba gigante de SEO, foram os pequenos lojistas da cauda longa que compõem a maior parte da base de clientes do Shopify
O presida Harley Finkelstein disse na call do Q2 que IA virou complemento das buscas online, não substituto. Mas apesar do medo generalizado de que AI Overview iria matar o SEO/Orgânico, não tem muito cadáver para contar história, já que:
→ Busca tradicional segue crescendo (1,3x em dois anos)
→ Metade das sessões via IA cai direto na página do produto (2,5x mais)
→ Três quartos das compras atribuídas à IA vieram de fora do top 100 categorias.
Junto com o Shopify, tem mais gigantes se aproveitando de IA:
eBay: "magical listing" corta 25%+ do tempo pra anunciar e sobe +50% na criação de novas listagens.
Amazon: o assistente "Rufus" já chega a 300 milhões de usuários, e quem usa tem ~60% mais chance de fechar compra.
Target: personalização no app via Target Circle, puxando conversão e retenção.
Home Depot: "Magic Apron", agente que dá consultoria 24h e recomenda produto - o ticket médio sobe junto com a satisfação
Sephora: assistente de IA e "artista virtual" pra melhorar descoberta e personalização
The old way: a busca tradicional ranqueia por palavra-chave - e nesse leilão, ganha quem tem mais verba de SEO.
The new way: o agente de IA cruza preço, review, especificação e o contexto da pergunta - nesse cenário, seu produto pode aparecer na resposta sem ser o mais popular nem o mais otimizado.
O jogo mudou de "quem grita mais alto" pra "quem responde melhor”.

AI LIKE A PRO
Novidades de ferramentas, agentes, prompts e skills para você usar:
→ Aula: por que sua empresa NÃO deveria depender de uma única IA.
→ Ferramenta: o Muse Code (falamos dele lá no topo) já pode ser instalado no seu terminal.
→ Agente: use o GPT Researcher para fazer pesquisas profundas dentro de bases de dados completas.
→ Skill: o Human Review ensina o Claude a fazer revisões simples de serem interpretadas.

DROP LIKE IT'S HOT
[para rir] do que acontece quando dois candidatos políticos decidem usar o ChatGPT para suas campanhas.
[para não meditar] com 15 IAs te guiando simultaneamente.
[para não dormir] com o ChatGPT fazendo sons relaxantes para você.
[para nunca mais perder o celular] com esse jogo de “tá quente tá frio”, vibe-codado usando IA.

Quiz: qual é a imagem gerada por IA?

Imagem 1

Imagem 2



