EDIÇÃO #224 • 16/07/2026 • THEDROPS.COM.BR

Boa tarde, Dropper!

Na coluna ‘Ferrou’ de hoje: um estudo descobriu que o grupo islâmico nigeriano "Boko Haram" usou chatbots de IA para planejar ataques, desenhar e consertar explosivos, reparar armas e veículos e até analisar imagens de campo de batalha. Para burlar os guardrails de segurança, eles rodavam os prompts em vários chatbots ao mesmo tempo dizendo que “era para um filme”, até um responder.

No AiDrop de hoje, repetindo a palavra IA trocentas vezes:

• Thinking Machines: lançou o não-melhor modelo
• OpenAI: agora tem um teclado gamer coder
• Chai: acelerando remédios
• IA por aí: Canva, Apple, Spotify e mais…

MODELOS

Thinking Machines: o não-melhor modelo

O primeiro modelo e primeira plataforma lançada pela startup de Mira Murati

Ela fez estágio no Goldman Sachs em Tóquio, foi PM do Model X na Tesla, virou CTO da OpenAI e largou tudo para fundar a Thinking Machines. Ontem, Mira Murati lançou o Inkling, seu primeiro modelo - com um aviso que nenhum lab teve coragem de dar: não é o melhor do mercado.

Anthropic e OpenAI: vivem de provar que são os mais inteligentes do mercado, grandes funcionalidades via API - com pagamento por uso.

Thinking Machines: aposta em um modelo que o cliente possa baixar, customizar e tornar o mais inteligente possível para cada caso.

A tese (junto com o currículo de Mira) foi convincente o suficiente para levantar US$ 2 bilhões a um valuation de US$ 12 bilhões em rodada seed, antes mesmo de ter um produto no mercado ou receita na conta. Agora o Inkling precisa se provar:

  • Open-weight: código e pesos abertos. Qualquer empresa baixa, ajusta e roda na própria infra, sem pagar pedágio por chamada de API.

  • Feito para fine-tuning: nasce como ponto de partida, não produto final e permite a customização via Tinker, a plataforma da casa.

  • 975 bilhões de parâmetros (41 bi ativos), raciocínio nativo com texto, imagem, áudio e vídeo, contexto de 1 milhão de tokens.

  • Esforço de raciocínio ajustável: o cliente escolhe o trade-off entre custo e latência.

Quando comparado aos modelos open-weight, o Inkling se destaca em factualidade, agentes, eficiência de token - basicamente, onde importa. Já nos demais critérios, cede o pódio para os chineses GLM, DeepSeek e Kimi.

O Inkling não é o melhor propositalmente, não por humildade. A estratégia é fornecer o modelo (Inkling) e a plataforma (Tinker) para que os próprios clientes façam o fine-tuning como preferirem.

IA POR AÍ

→ Quem tem limite é município*: as IAs que você usa no dia a dia não deveriam ter. Se você concorda com isso e quer ter acesso a mais de 15 modelos diferentes em uma só assinatura, clique aqui e confira o Adapta One.

→ Canva lança o Canva Code 2.0 com mais recursos para quem quer juntar design e vibe coding.

→ Anthropic lançou mais uma novidade, o Claude for Teachers - que foi criado para ajudar professores e promete não usar dados de alunos para treinamento.

→ Spotify ganhou recursos de IA para que usuários consigam achar músicas, podcasts, livros e até pesquisar histórico com mais facilidade.

→ Google é o mais novo visitado pelo Processinho das editoras - que acusam o Gemini de usar materiais para treinamento sem autorização.

*Conteúdo de marca parceira
DROPPED BY ELEPHAN

A seleção pode até ter decepcionado, mas seu forecast não deveria.

Provando que um bom chute só serve pra ganhar bolão.

Uma nova negociação começa: cada reunião, ligação e follow-up muda a probabilidade de fechar negócio — pro bem ou pro mal. O problema? Muito time só percebe que o deal desandou quando o status já virou Lost.

E é aí que a Elephan.ai te ajuda. Eles usam machine learning e AI pra transformar mais de 60 sinais da sua operação comercial em um modelo preditivo com até 95% de assertividade.

Porque torcida só funciona no estádio. Em vendas, a gente decide com dados. Conheça a Elephan.ai aqui e leve mais assertividade pro seu time.

DEVICES

O teclado gamer coder da OpenAI

Primeiro device da startup é uma parceria com a Work Louder e custa US$ 230.

Assim como um teclado gamer precisa de atalho para mudar de arma, o teclado coder precisa de um atalho para uma inteligência artificial. É com os programadores em mente que a OpenAI criou o seu primeiro aparelho físico: um mini-teclado inteligente para quem comanda um time de agentes de IA.

O Codex Micro foi criado em parceria com a Work Louder e chega às prateleiras (americanas) por US$ 230.

Ele tem seis teclas translúcidas que mudam de cor conforme o status do Codex: branco (ocioso), azul (pensando), verde (concluído), âmbar (precisa de decisão humana) e vermelho (erro) - um toque na tecla acesa e o Codex abre a thread correspondente na tela.

A premissa é que se os desenvolvedores da última geração precisavam de teclas para escrever códigos, os da próxima geração precisam de agilidade para comandar múltiplos agentes codando simultaneamente por você. Logo…

  • Agent Keys: teclas que se iluminam para mostrar o status do agente.

  • Command Keys: teclas personalizáveis como atalhos para ações recorrentes no Codex.

  • Joystick: para pilotar uma nave fluxos de trabalho comuns.

  • Dial Reasoning: para ajustar quanto raciocínio (tempo e poder computacional) o agente utiliza.

Para quem se decepcionou, a boa notícia é que o Micro ainda não tem nada a ver com o hardware que Sam Altman e Jony Ive estão escondendo debaixo de sete chaves - é basicamente uma edição limitada de um produto desenvolvido pelo parceiro com o adesivo da OpenAI colado em cima.

TRENDING

A Odisseia vs. IA Odisseia

Amanhã os cinemas de todo o mundo recebem o novo filme de Christopher Nolan: “A Odisseia” - baseada na “nova” (tem só 2.800 anos) obra de Homero.

Aproveitando que a história é de domínio público, o hype atual e as ferramentas de IA, o diretor-futurista Ash Koosha decidiu lançar a sua própria versão.

Odysseus: The Fall custou cerca de US$ 50 mil - contra os US$ 250 milhões do filme de Nolan. A equipe usada para criar o filme de 135 minutos é bem diversa:

→ Atores, cenários e câmeras foram 100% substituídos por IA.
→ Só roteiro e voz ficaram por conta humana.
→ Usou Kling pra renderizar imagem
→ Nano Banana para a geração de alguns frames
→ Claude para edição de texto
→ Gemini para pesquisa

Ash Koosha não esconde que embarcou na onda de Nolan e diz que a ideia principal é fazer os espectadores compararem "o ápice da criação humana" com "a colaboração de um homem com IA".

AI LIKE A PRO

Novidades de ferramentas, agentes e skills para você usar:

→ Ferramenta: Raft funciona como um Slack dedicado às interações entre humanos e agentes de IA.

→ Agente: Price per Token MCP se conecta aos seus CLIs para ajudar no controle de custos com as tarefas.

→ Skill: Handoff garante que você consiga trocar de projetos e começar novos sem perder todo o contexto dos trabalhos anteriores.

→ Skill: Claude Bug Hunter vai atrás dos bugs para você corrigir antes que alguém os encontre por você.

DROPPED BY TOTVS

De prompts a resultados: a nova fase da inteligência artificial

Como a inteligência artificial pode sair do campo dos experimentos e gerar impacto real nos negócios.

Talvez o problema nunca tenha sido a IA. Talvez tenha sido a estratégia. Muita empresa começou medindo quantos prompts eram feitos e não quão efetivos eles eram.

A TOTVS enxergou isso, e está percorrendo o Brasil com o Roadshow IH+IA | Inteligência que gera resultados. A iniciativa leva a aplicação prática da IA pro centro das decisões empresariais e apresenta como o LYNN, o 1º foundation de IA B2B, constrói e orquestra agentes inteligentes de propósito específico para transformar IA em vantagem competitiva mensurável. Dá um check aqui em tudo que o LYNN faz →

SAÚDE

Chai: acelerando remédios

Healthtech já tem contratos com Pfizer, Novartis e Eli Lilly para a descoberta de novos medicamentos.

Antes da IA, desenvolver anticorpos em laboratório levava anos - da formulação da hipótese aos testes e aprovações. Depois da IA, tem startup da área da saúde prometendo acelerar o processo para poucos meses - e convencendo investidores e a indústria farmacêutica no caminho.

Conheça a Chai Discovery, que acabou de levantar US$ 400 milhões e traz o modelo de IA Chai-3 para a nova era da indústria farmacêutica.

O combo de farmatech acelerando processos e reduzindo custos promete revolucionar os métodos tradicionais:

Mas se tem farmacêutica, drogas, IA e regulamentação na mesma frase, chances são de que não seja tão simples: apesar dos US$ 20 bilhões investidos globalmente em descoberta de fármacos com IA, nenhum medicamento nascido dos chatbots foi aprovado até hoje - o que não impediu de tentarem:

  • Eli Lilly: criou um laboratório conjunto de US$ 1 bi com a Nvidia para co-desenvolver um supercomputador de descoberta de drogas com IA.

  • Roche: tem a própria fábrica de IA, também criada com a Nvidia, com mais de 3500 GPUs operando para descobrir novos medicamentos.

  • Merck: optou por criar fora de casa e fechou um contratão de US$ 1 bi com o Google Cloud para operações de IA.

  • GSK: está desenvolvendo tratamentos de câncer com IA em parceria com a Noetik - incluindo o licenciamento de um foundation model da biotech.

O dinheiro está fluindo, a tecnologia está avançada, os pacientes estão precisando… mas o placar clínico ainda está zerado e a promessa de que “IA vai resolver todas as doenças” ainda está mais para lá que para IA.

DROP LIKE IT'S HOT

[para ler] The Most Human Technology Ever Made by Anish Acharya

[para imaginar] como ads de marcas modernas se pareceriam em 1970

[para visualizar] a imagem que desafia as diretrizes de segurança do GPT

GAME: Qual imagem é gerada por IA?

Imagem 1 🍄

Imagem 2 🍄

Qual cogumelo foi criado pela IA?

Login or Subscribe to participate

Na semana passada, 65,38% dos Droppers acertaram!

O que achou da edição de hoje?

Login or Subscribe to participate

0 comments

Avatar

or to participate

Veja as edições anteriores