
Hey, Droppers!
Na coluna ‘Ferrou’ de hoje: “a era do coding de humanos já acabou”, pelo menos para o criador do Node.js. Ele se posicionou sobre a evolução dos agentes de IA, dizendo que escrever código diretamente não é mais um trabalho que faz parte da carreira dos engenheiros.
No AiDrop de hoje, repetindo a palavra IA trocentas vezes:
• Agent-Led-Growth: o futuro do SaaS
• McKinsey: 40% dos funcionários são IA
• Trabalho: menos vagas e mais exigências
• IA por aí: ChatGPT, Google, Notion e mais…
• Me explique como se eu fosse uma criança: Agente de IA x Enxame de Agentes de IA

GROWTH
Agent-Led-Growth: o futuro do SaaS

A última década tech foi marcada por uma porrada de empresas SaaS adotando o playbook de Product-Led-Growth como estratégia de go-to-market (GTM). A nova década, porém, promete trazer uma estratégia completamente diferente: Agent-Led-Growth.
Product-Led-Growth (PLG): usuários humanos testam o seu produto (freemium, trial, sandbox) e decidem por conta própria se querem comprá-lo. Junto com essa tese, times trabalham com otimização de onboarding, landing pages maravilhosas, viral-loops, etc.
Ex: Dropbox, Zoom, Slack, Calendly, Notion, etc…
Agent-Led-Growth (ALG): agentes de IA são os principais influenciadores na escolha, avaliação e adoção de um produto. Em ALG, o agente analisa documentação, estrutura de dados, APIs, confiabilidade, preços e aderência funcional – e recomenda ou integra a ferramenta automaticamente.
O ChatGPT/Claude/Grok não se importa com a imagem de capa, não clica no botão otimizado, não liga para o selo de Best Place to Work. O que importa é ler a documentação, analisar avaliações de usuários, verificar a confiabilidade da API e comparar os casos de uso com as funcionalidades de cada plano.
O velho funil: landing page → free trial → ativação → conversão.
O novo funil: agente query → análise da documentação → correspondência de recursos → recomendação.
Se as empresas que ganharam o jogo do PLG contratavam designers e growth hackers, as vencedoras do ALG devem contratar redatores técnicos, engenheiros e desenvolvedores de relacionamento.
A startup Mintlify, de documentação técnica para developers, apresentou um gráfico dos acessos totais vs. acessos de agentes por IA, que já representam 48% das visitas – mostrando que quase metade delas são apenas para raspar dados.
A camada de distribuição está sendo reescrita e a grande pergunta que fica é se a sua estratégia está otimizada para atenção humana ou análise de máquinas.
IA POR AÍ
Inteligência Pragmática*: CEO da Adapta passou 8 anos escrevendo o livro que ajuda empresários a dominarem uma das principais habilidades na era da IA. Garanta o seu aqui.
ChatGPT está testando a inserção de anúncios nos planos Free e Go nos Estados Unidos.
Google lançou o TranslateGemma, a nova versão do seu LLM open-source projetado para rodar localmente, nas versões 4B, 12B e 27B.
Notion começou a integrar MCPs personalizados como Slack, Cursor, Linear, Ramp (e os que os usuários quiserem adicionar).
OpenAI apareceu com o domínio “sonata.openai.com”, adquirido para um possível modelo de áudio/músicas.
*Conteúdo de marca profissional

A Z.ai está imparável!
Depois de lançar um modelo de IA que disputa entre os melhores open-source, GLM-4.7 (que tem performance próxima ao GPT-5.1), a startup resolveu também lançar uma versão menor.
O novo GLM-4.7-Flash de 30B pode rodar no seu computador com 24GB de RAM e possui uma qualidade de coding superior ao o3 da OpenAI.
AUTOMAÇÃO
McKinsey: 40% dos funcionários são IA

Se IA tivesse Linkedin, hoje seria dia de anunciar promoção. A McKinsey resolveu tirar os agentes do banco, puxou todo mundo para o time titular e eles já ocupam um terço das vagas – sem pedir café, day-off ou atender ligação de headhunter no meio do expediente.
O CEO Bob Sternfels contou sobre sua epifania:
O tamanho do time: dos 60 mil funcionários, 40 mil são humanos e cerca de 20-25 mil são agentes de IA;
Quando começou: há cerca de 1 ano e meio eram "apenas alguns milhares" (como se fossem poucos);
Como terminará: A meta é que daqui a 18 meses, todos funcionários tenham um ou mais agentes na operação.
Quem lidera: a QuantumBlack (braço de IA e engenharia da firma), com ~1,7 mil pessoas, tem IAs que já representam ~40% da força de trabalho.
Na prática, isso muda o tipo de gente que a empresa quer: menos "consultor de entrega pronta" e mais perfis híbridos que alternem entre raciocínio mental e engenharia, trabalhando lado a lado com agentes.
O detalhe mais interessante é que a McKinsey não está só aumentando a produtividade, mas virando o próprio produto – saindo do clássico fee-for-service e indo para um formato que ajuda a construir o case com o cliente e participa do risco/resultado do que foi implementado.
ME EXPLIQUE COMO SE EU FOSSE UMA CRIANÇA

Agente de IA x Enxame de Agentes de IA
Um único agente de IA é como uma pessoa sozinha fazendo uma tarefa: você dá um objetivo (tipo “achar um restaurante”), ele planeja os passos, usa ferramentas (pesquisa, agenda, mapas) e entrega o resultado.
Um enxame de agentes funciona como um time: vários agentes menores dividem o trabalho ao mesmo tempo (um pesquisa opções, outro compara preços, outro checa distância), conversam entre si e juntam tudo numa resposta final mais rápida e completa.
CARREIRA
Trabalho: menos vagas e mais exigências

Não é à toa que a GenZ se sente pressionada com o avanço da IA: quase 35% das vagas júnior globais foram fechadas nos últimos 2 anos por causa da automação de tarefas mais básicas. Mas não é só no número de vagas que a coisa mudou, o Workmonitor da Randstad ouviu 27 mil pessoas e +1 mil empresas pra concluir:
Habilidades: vagas pedindo a skill "AI Agent" subiram em +1.587% em um ano;
Rotinas: 4 em cada 5 trabalhadores acreditam que a IA vai mudar suas tarefas diárias de alguma forma;
Resultados: quase metade teme que a IA beneficie mais as empresas do que os trabalhadores;
Crescimento: 95% dos empregadores preveem escalar operações, enquanto somente 51% dos empregados seguem otimistas.
Ao mesmo tempo que muda o cenário dentro das empresas, a IA também mudou o modo como candidatos e empresas têm seus primeiros contatos.
→ Upside: desde o lançamento do ChatGPT em 2022 cada candidato aumentou em 239% o número de aplicações, com um grande volume de uso da tecnologia para criar “candidaturas perfeitas”.
→ Downside: isso também ampliou o risco de fraudes. A própria Amazon bloqueou 1.800 candidaturas de norte coreanos e a Gartner prevê que até 2028, 25% dos perfis poderão ser falsos.
À medida que a demanda por habilidades em IA cresce, a incerteza vai junto: a mesma tecnologia que cria vagas complexas também automatiza tarefas básicas e aumenta a barreira de entrada. E isso, é claro, afeta bastante os mais jovens – com a turma 18-25 caindo de 14% para 8,8% da força total de trabalho nos EUA.
PS: sabe como você pode ajudar seus amigos a não temerem a IA? Indica o AiDrop!
PS2: para o Fórum Econômico Mundial, áreas como enfermagem, assistência social, aconselhamento e cuidadores pessoais seguem imunes à IA e devem crescer em vagas júnior.
CAIXA DE FERRAMENTAS

Você faz parte do grupo de devs/curiosos que gostariam de estar desenvolvendo na fila do mercado, ou até deitado, antes de dormir? Então, com certeza, gostaria de estar usando o Claude Code no celular. E isso é possível através do Replit:
Você precisa ter uma chave da API do Claude (e créditos) ou uma assinatura do Claude e uma conta no Replit (pode ser gratuita);
Na aba “Secrets” do projeto, adicione “/home/runner/workspace/.claude-user” (sem aspas) na chave “CLAUDE_CONFIG_DIR”.
Na barra superior, clique no + e selecione o “Shell” (terminal)
Digite claude para executar o app e seja feliz.
Essa dica foi dada pelo próprio Leading Developer do Replit, em seu X/Twitter →
Confira todas ferramentas que nós separamos na cAIxa de ferramentas do AiDrop!
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