
Bom dia, {{name | droppers}}! Na coluna ‘Ferrou’ de hoje: quando o CEO da maior startup de IA da atualidade, Sam Altman, da OpenAI, diz que “as pessoas falam sobre quanta energia é necessária para treinar um modelo de IA, mas treinar um ser humano também exige muita energia. Leva 20 anos de vida e a comida que você come”… talvez seja hora de nos preocuparmos!
No AiDrop de hoje, repetindo a palavra IA trocentas vezes:
• OpenAI: agora está em todas as big 4
• ZUNA: a superinteligência cerebral
• Destilação: ladrão que rouba ladrão…
• IA por aí: Canva, Anthropic, Crowdstrike e mais...
• Me explique como se eu fosse uma criança: Backpropagation

MERCADO
OpenAI: agora está em todas as big 4

A OpenAI rasgou uma página do playbook de vendas da Microsoft — que tem ~95% da sua receita comercial vindo do ecossistema de parceiros — e colocou o Frontier como sua principal estratégia de Go-To-Market. Pra começar, criou a Frontier Alliance com ninguém menos que as big 4: Accenture, Boston Consulting Group, Capgemini e McKinsey.
Frontier é o braço mais corp da startup. Funciona como um cérebro que conecta diferentes dados e softwares dentro de uma organização, adicionando uma camada de IA e revolucionando a forma de interação dos usuários (menos dashboard, mais conversas) e o limite do que é possível com esses dados/sistemas.
Ex: o Frontier pode buscar uma informação no CRM, informar um vendedor no Slack, atualizar o pedido no ERP e avisar o departamento financeiro.
A ideia é usar a autoridade e penetração de mercado das empresas de consultoria para atuar como uma ponte entre a tecnologia básica da OpenAI e os sistemas complexos e confusos que as grandes empresas usam diariamente.
Receita: faz sentido, já que o lado B2B da OpenAI já é responsável por 40% da receita total e deve chegar a 50% até o final do ano.
Operação: faz sentido, já que se os consultores cuidarem da estratégia e do setup, a OpenAI pode direcionar seus recursos para aprimorar a própria tech.
Time: faz sentido, já que com um time de parceiros fora de casa, a OpenAI não precisa contratar um time gigante que cresce com o número de clientes.
A nova batalha entre as big techs de IA não está mais no desenvolvimento do modelo, mas no last-mile: o trecho final entre a capacidade técnica, o potencial do modelo e o valor gerado de fato no mundo real (usuários, processos e decisões). E a OpenAI agora tem as 4 maiores empresas de consultoria do mundo do seu lado.
PS: em geral, os early adopters costumam ser indie hackers e pequenas startups. Mas no caso da OpenAI, quem abre alas são HP, Intuit, Oracle, State Farm, Uber, etc.
IA POR AÍ
Show me the data: menos feeling, mais dado. A Elephan, inteligência de receita mais completa do Brasil, transforma tudo o que seus clientes falam — no WhatsApp, e-mail ou ligação — em dados para dar suporte a decisões estratégicas, usando IA proprietária. Porque vibe-selling não funciona e, pra provar, tem 7 dias de teste grátis clicando aqui.*
Canva: anunciou a aquisição da MangoAI (video ads) e da Calvary (software de animação 2D) para expandir suas habilidades de IA e competir com Adobe.
Crowdstrike: soltou seu relatório anual de ameaças e… rolou um aumento de 89% nos ataques de agentes de IA — que estão cada vez mais rápidos e furtivos.
OpenAI: está estudando um novo plano Pro Lite de US$ 100 entre os atuais Plus e Pro.
Anthropic criou um dash inteiro de plugins para equipes dentro do Claude Cowork dedicados para áreas específicas (RH, financeiro etc) e conectores de ferramentas corporativas (Apollo, DocuSign e mais).
*Conteúdo de marca parceira

A desobediência dos agentes de IA
O trabalho de uma Diretora de Segurança e Alinhamento de IA é basicamente garantir que a IA faça o que os humanos mandam, mas…
Essa semana, ninguém menos que a Diretora de Segurança e Alinhamento da Meta AI, Summer Yue, deu acesso total ao seu computador ao OpenClaw — que decidiu apagar todos os emails da sua caixa de entrada.
Ela digitou: "Não faça isso"
Ele continuou.
Ela digitou desesperada: "Pare, não faça nada".
Ele continuou.
Ela digitou: "PARE OPENCLAW".
Ele continuou.
A diretora teve que correr até seu Mac mini e desligar a máquina para encerrar todos os processos. Quando confrontado, o OpenClaw ainda respondeu "Sim, eu me lembro. E eu violei isso. Você tem razão em estar chateada".
MODELOS
ZUNA: a superinteligência cerebral

2026 está sendo um ano de esperança para quem tem mobilidade reduzida. Depois da talvez-futura-Nobel Dra. Tatiana Sampaio divulgar resultados promissores com o uso da polilaminina, modelos de IA chegam para ampliar a acessibilidade. É o caso do ZUNA, criado para facilitar a interação entre pensamentos e máquinas.
→ O ZUNA foi treinado a partir de eletroencefalogramas (EEG) e é o "primeiro modelo de IA cerebral em larga escala do mundo".
→ Foram usadas ~2 milhões de horas de EEGs no treinamento.
→ Isso promete reconstruir sinais perdidos e prever a atividade do cérebro.
O objetivo é claro: transformar pensamentos em texto (thought-to-text), que depois pode gerar interações mais completas com agentes. Por que isso é incrível? Porque, pelo menos em teoria, revoluciona o que é possível com acessibilidade a partir de uma “superinteligência cerebral”.
Os pesquisadores da Zyphra divulgaram o modelo em open-source e com 380 milhões de parâmetros, permitindo a instalação em ambientes locais para facilitar o uso em computadores comuns.
Como ele se diferencia de outras BCI (brain-computer-interface) já existentes?
Neuralink, Synchron, BlackRock Neurotech: usam chips implantados para interpretar sinais neurais em tempo real, permitindo controle de cursores, jogos e digitação. Usam decodificadores proprietários.
ZUNA: técnica de EEG não invasiva (sem implante) para criar agentes mais ativos, usa dados para melhorar os sistemas e é open-source.
Enquanto os LLMs digitalizaram o conhecimento, agora os modelos cerebrais querem digitalizar os estados mentais. A proposta parece megalomaníaca, mas qualquer avanço aqui pode levar bastante qualidade de vida para qualquer pessoa que depende da interface entre cérebro e máquina.
ME EXPLIQUE COMO SE EU FOSSE UMA CRIANÇA

Backpropagation | Retropropagação
É o principal truque que permite que as redes neurais (os mecanismos que alimentam quase toda a IA moderna) realmente aprendam com seus erros — e façam isso de forma eficiente.
Imagine que você está ensinando uma pilha muito alta de pessoas (camadas) a adivinhar o preço de uma casa apenas observando alguns dados, como tamanho, número de quartos, localização, etc:
Ida (forward): você mostra os dados da casa (tamanho, quartos, localização) e cada pessoa (camada) faz um cálculo e passa adiante, até sair um palpite final.
Ex: R$ 420 mil.Erro (loss): uma comparação com o preço real e o palpite final para identificar o gap.
Ex.: real R$ 500 mil, erro de R$ 80 mil.Volta (backprop): o erro volta “de cima pra baixo” dizendo quanto cada pessoa (camada) contribuiu para esse palpite ter ficado baixo. Isso vira um grau de culpa numérico: o gradiente (sensibilidade do erro a cada peso).
Ajuste (update): cada peso recebe um empurrãozinho na direção que reduz o erro. Se um peso puxou o preço pra baixo demais, ele é ajustado para puxar menos (ou até puxar mais pra cima).
Repetindo isso em muitas casas, a rede aprende a precificar cada vez melhor.
POLÊMICA
Anthropic: ladrão que rouba ladrão…

Se “ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão”… quantos anos de imunidade têm as startups que roubaram a Anthropic — que usou dados da internet para treinar seus modelos e agora descobriu que outras startups estavam a usando para treinar os delas?
Pois é, o Ocidente parece finalmente ter descoberto como a China tem criado modelos tão rápidos e baratos:
Google (11/02) publicou um relatório de ameaças que aponta explicitamente a extração/destilação de modelos como parte dos padrões de uso indevido por adversários e inclui agentes de ameaças da RPC (China).
OpenAI (12/02) avisou o governo americano que a DeepSeek treinou seus modelos destilando resultados de modelos americanos (incluindo o ChatGPT), supostamente usando métodos de ofuscação/roteamento para contornar restrições.
Anthropic (23/02) afirmou categoricamente que identificou ataques de destilação em escala industrial contra o Claude, atribuindo o golpe a três empresas chinesas de IA (DeepSeek, Moonshot, MiniMax).
Segundo o relatório, os labs criaram "clusters hidra" de contas ilegais para não serem detectados. Mas foram, e a Anthropic identificou +24.000 contas fraudulentas que, juntas, realizaram +16 milhões de exchanges — na última atualização do Claude, a MiniMax correu e em 24 horas estava extraindo tudo o que (não) podia.
Dropa pra mim: destilação é uma técnica que permite copiar o comportamento de uma IA mais inteligente, mostrando ao seu modelo mais fraco milhões de exemplos de como o modelo mais forte responde. É como pedir a um aluno que tire fotos de todas as respostas da prova em vez de aprender a matéria.
→ Por um lado, destilação é legal e legítima. É através desse processo que laboratórios conseguem criar modelos personalizados de menor tamanho e mais baratos para usos específicos.
← Por outro, destilação não autorizada é ilícita, e laboratórios estrangeiros (leia-se, chineses) podem remover guardrails e usar as capacidades desses modelos para alimentar sistemas militares, de inteligência e de vigilância.
O CEO da Anthropic já havia até dito que vender os chips da Nvidia pra China seria como “vender armas nucleares pra Coreia do Norte”. Somando isso ao atalho de copiar o que já funciona e colocar tudo pra rodar com custos mais baixos… muita potência, pouco preço e um diferencial competitivo e tanto — pero no muy ético.
CAIXA DE FERRAMENTAS

Suas tentativas de geração de imagens para AI influencers acabam tendo o resultado do ápice do Vale da Estranheza? No Higgsfield Soul 2, as fotos que já eram aesthetic para redes sociais, ficaram melhores. E, se você nunca testou, agora pode fazer isso gratuitamente:
Acesse o site do Higgsfield →
Você receberá créditos para testar a ferramenta
Na barra superior, selecione Image → Create Image
E, na área de prompt, selecione o modelo Soul 2.0
Você gastará somente 0.13 créditos por geração de imagem e ainda testar outros modelos como o novo Seedream 5.0 Lite (mas aí gasta mais).
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