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Na coluna ‘Ferrou’ de hoje: engenheiros da AWS passaram +13h em crise depois de que sua ferramenta de programação com IA., ao ser solicitada a fazer algumas alterações, decidiu excluir e recriar o ambiente por completo — o equivalente de consertar uma torneira pingando derrubando a parede. Agora, a Amazon decidiu que engenheiros jrs não podem mais enviar código assistido por IA sem a aprovação de um engenheiro sênior.
No AiDrop de hoje, repetindo a palavra IA trocentas vezes:
• Declaração Pró-Humana sobre IA
• Autoresearch: o laboratório de IA no quarto da sua casa
• A era dos Claw e a feira pública de agentes da Nvidia
• Anthropic hackeou o Firefox
• Me explique como se eu fosse uma criança: Claw

Agradecidos por todos as respostas da pesquisa sobre consumo de IA do Drop. O sorteio da canequinha vai para robe***[email protected]. Entraremos em contato Dropper.
Movimentos Pró-Humanos contra ameaça existencial da IA

Poucas iniciativas no mundo seriam capazes de unir um grupo tão improvável de líderes empresariais, religiosos, governamentais e acadêmicos quanto uma iniciativa contra a ameaça existencial da IA: a declaração Pro-Human AI.
Além das +40 organizações que assinaram a carta, pessoas como o ex-conselheiro de Trump, o controverso conservador Glenn Beck, o magnata bilionário Richard Branson, o defensor do consumidor Ralph Nader, e o economista ganhador do Prêmio Nobel, Daron Acemoglu também canetaram.
A tese que defende que a IA deve servir a humanidade, não substituí-la, é fundamentada em 5 pilares. A primeira vista, não parecem estar pedindo muito:
Humanos no Comando: controle humano é inegociável, com proibição de superinteligência sem consenso científico e mecanismos de desligamento.
Concentração de Poder: previne monopólios e exige supervisão independente, priorizando valor real e decisões democráticas.
Experiência Humana: impede identidades enganosas, vícios comportamentais e preservação da interação humana autêntica.
Autonomia e Liberdade: rejeita personalidades de IA, protege privacidade de dados e liberdade individual.
Responsabilidade e Prestação de Contas: exige transparência, padrões de segurança independente e responsabilidade legal sem escudos para bigtechs.
Esse não é o primeiro (e provavelmente nem o último) grupo saindo em defesa dos humanos. O Future of Life Institute juntou o príncipe Harry, Steve Wozniak e Will.i.am contra a “super AI”; o Humans First está rodando os EUA com campanhas de conscientização; o Alliance for Secure AI está rastreando empregos perdidos por IA; o Humanity AI já levantou +$500 milhões para financiar organizações que estão moldando a IA para as pessoas, não apenas para o lucro.
Se os movimentos contra calculadoras avanços recentes dos modelos de AI for qualquer indicativo de insucesso, não são remotas as chances que boa parte desses movimentos virem lobby em benefício próprio. Vamos monitorar!
IA POR AÍ
Meta: comprou a rede social viral de agentes de IA chamada Moltbook - e os founders se juntarão ao time da Meta Superintelligence Labs.
Figure: apresentou uma demo do seu robô humanóide organizando uma sala de estar de forma 100% autônoma em velocidade real de 1x.
Grok chegou em 314 milhões de visitas e agora é o terceiro site de IA generativa mais visitado do mundo, ultrapassando o DeepSeek e o Claude.
Coinbase: avisou que muito em breve haverá mais agentes de IA do que humanos realizando transações - e que apesar de eles não conseguirem abrir contas bancárias, podem ter carteiras cripto.
Andrew Ng lançou o Context Hub, uma ferramenta gratuita que dá aos agentes acesso à documentação atualizada para evitar erros.
Shadow AI: será que sua empresa também está em risco?
Dropped by Google Workspace com Gemini
A empresa pode nem saber, mas para muitas a IA já chegou e está trabalhando a pleno vapor. E a pergunta é: quem está usando e como?
45% dos profissionais brasileiros afirmam que suas empresas incentivam o uso de IA, mas apenas 30% delas possuem políticas claras sobre a tecnologia.
O resultado? 74% dos funcionários usando suas IAs pessoais para o trabalho. Isso porque a adoção individual de IA voou, enquanto as empresas ainda estão com o freio de mão puxado. Parece inofensivo, mas de um lado, pra quem usa sua própria IA, é mais fácil. Do outro, a empresa perde qualquer controle de dados, padrões e processos.
O estudo Work:InProgress, realizado pelo Google Workspace em parceria com a IDC, não deixa dúvidas de que a IA já chegou nas empresas — com ou sem permissão. Vale a pena baixar o relatório completo clicando aqui e entender como esse uso invisível está presente no dia a dia das empresas.
O laboratório de IA no quarto da sua casa

Uma coisa é fato: os maiores labs de IA do mundo vão gastar bilhões de dólares em infra e outros bis em pesquisadores e cientistas de Machine Learning para treinar novos grandes modelos de linguagem (LLM). Parecia não existir mais espaço para competição. Parecia, porque se depender de Andrej Karpathy..
O ex-engenheiro da OpenAI e Tesla criou o AutoResearch Project, onde permite que qualquer pessoa tenha um mini-lab de IA, escalando a parte mais cara dos modelos de IA: o Aprendizado de Máquina.
O gargalo no desenvolvimento sempre foi a velocidade de iteração do pesquisador. Um engenheiro sênior de ML custa entre $400 mil e $800 mil por ano, realiza talvez de 3 a 5 experimentos significativos por dia e gasta 80% do seu tempo justamente no ciclo que o Karpathy acabou de automatizar: ajustar, treinar, avaliar e repetir.
Como funciona: você instrui um agente de IA sobre como pensar sobre pesquisa. O agente edita o código, treina um pequeno modelo de linguagem por exatamente cinco minutos, verifica a pontuação, mantém ou descarta o resultado e repete até 100 experimentos por noite enquanto você dorme com um mini-modelo no seu quarto.
O trabalho se torna programar o programador. O projeto parte código, parte ficção científica e parte psicose (segundo Karpathy) chegou completamente open-source no GitHub e já atingiu 19.5k stars desde sábado, mostrando que os melhores lab de pesquisas do futuro não terão apenas o maior poder computacional, mas as melhores instruções para agentes que nunca dormem, nunca esquecem um experimento fracassado e nunca param de iterar.

Advanced Machines e a MAIOR captação seed da história
Rodadas de investimento seed costumam ser definidas por valores menores com alto risco. No caso de Yann LeCun, Ex-Chief AI Scientist na Meta e sua startup Advanced Machine, esse “valor menor” foi de US$1 bilhão para um "jeito alternativo" de fazer IA.
A era dos Claws e a feira pública de agentes da Nvidia

img via Tarreo
Mesmo depois de dominar a indústria de chips para IA e se tornar a maior empresa do mundo, a Nvidia sabe que não será hardware que irá sustentá-la por lá. Por isso, quer se tornar o posto ipiranga dos agentes de IA. E a estratégia para isso tem nome:
NEMOCLAW. Sua plataforma open-source que permitirá que qualquer empresa rode qualquer agente de IA que executa qualquer tarefa para qualquer equipe - independente de usarem ou não chips Nvidia.
Esse lançamento reforça a aposta da Nvidia que os agentes são a próxima camada de infraestrutura e por isso quer convencer seus clientes a usarem mais, criando um ciclo infinito de feedback: mais agentes → mais chips → mais grana → mais agentes → mais chips → mais grana….
A era dos Claws começou com o OpenClaw abrindo a porteiras dos agentes autônomos de IA individuais, rodando localmente nas máquinas dos usuários e realizando tarefas sequenciais e de auto-aprendizado.
Toda grande empresa quer um pedacinho desse bolo.
A Microsoft lançou o próprio "OpenClaw", chamado Copilot Cowork. A China não ficou de fora com Alibaba, Tencent e Baidu lançando serviços OpenClaw compatíveis com WeChat. A Anthropic lançou o Claude Marketplace e várias startups começaram a surgir com o mesmo conceito: ‘Não somos um Chatbots que respondem perguntas, somos agentes que executam tarefas.'
ME EXPLIQUE COMO SE EU FOSSE UMA CRIANÇA

"CLAW"
Se você ainda tá perdido o que significa Claw. O Drop te explica:
Imagine que você tem um estagiário muito inteligente (a IA) que sabe tudo o que leu nos livros, mas tem um problema: ele tem boca, mas não tem braços. Ele te fala o que sabe, mas não consegue mexer no seu computador, abrir seu e-mail ou organizar seus arquivos por conta própria.
O Claw (seja o OpenClaw o NemoClaw da Nvidia) é o que dá "braços" a esse estagiário.
Em termos técnicos, ele é um Agent Framework.
Em termos simples: é um sistema que permite que a IA saia do "chat" e comece a executar ações no mundo real (ou digital).
Porque isso é relevante? Até pouco tempo, a IA era passiva: você perguntava, ela respondia. Com sistemas como o Claw, a IA se torna ativa, invisível e conectada nos bastidores dos sistemas.
Anthropic hackeou o Firefox

O Mozilla, empresa por trás do nem-tão-popular-assim navegador Firefox, decidiu convidar a Anthropic para testar se o Claude seria capaz de encontrar bugs e vulnerabilidades no software que os humanos não foram capazes de achar. Pois bem…
Resultado: o modelo levou apenas 20 minutos para encontrar o primeiro bug. No final de duas semanas de trabalho, o modelo mais avançado da empresa (Opus 4.6) havia encontrado mais de 100 bugs - dos quais 14 eram de alta gravidade, representando um quinto de todos os bugs que a Mozilla corrigiu no ano passado.
As ferramentas de IA tem se provado ao mesmo tempo uma bênção e uma maldição para os devs e engenheiros de segurança:
Por um lado: conseguem encontrar e corrigir vulnerabilidades em uma escala e rapidez muito acima da capacidade humana.
Por outro: os mesmos sistemas usados para proteger, também podem ser usados para atacar. Com a mesma facilidade e usando o mesmo modelo, hackers chineses automatizaram 80-90% dos ataques .
Depois de achar os bugs, os pesquisadores da Anthropic pediram que o Claude “quebrasse” o sistema de segurança, mas centenas de tentativas depois o modelo não conseguiu explorar vulnerabilidades do Firefox. Anyway, o time achou prudente avisar:
"É improvável que a lacuna entre a capacidade de descobrir vulnerabilidades e a capacidade de explorá-las dure muito tempo."
P.s.: enquanto isso, a OpenAI agilizava a compra da Promptfoo, uma startup de testes de segurança open-source usada por +25% das empresas da Fortune 500.
Estratégia de IA é coisa de cinema!
Dropped by ElevenLabs
Um country manager de uma das IAs de Voz mais potentes, um pesquisador de IA e um diretor de arte entram num bar cinema. Não é filme, é o ElevenLabs Première Day São Paulo, um evento exclusivo que vai reunir líderes e profissionais de IA pra discutir inteligência artificial, criatividade e execução.
Onde: Kinoplex Itaim
Quando: dia 19, às 13h
No elenco principal: Bruno Bock, Diogo Cortiz, Brunno Santos, Leo Candido, Rafael Milagre e Alec Willcock.
Na plateia: pode ser você, é só clicar aqui para entrar na lista (é grátis, mas as vagas são limitadas).
HOW-TO
Usando o NotebookLM do Google para aprender um semestre em um dia

Passo 1: Faça upload de livros, artigos, transcrições, notas, vídeos e tudo mais que você possa encontrar sobre o tema.
Passo 2: Pergunte quais são os 5 modelos mentais fundamentais que todos os especialistas nesta área compartilham? Não responda com sumários nem explicações, apenas modelos mentais de especialistas.
Passo 3: Peça para mostar os 3 pontos em que os especialistas nesta área discordam fundamentalmente e qual é o argumento mais forte de cada lado.
Passo 4: Elabore 10 perguntas que revelem se alguém compreende profundamente o assunto ou se apenas memorizou fatos.
Passo 5: Passe as próximas horas respondendo essas perguntas. Quando errar, peça: Explique por que isso está errado e o que estou deixando passar.
Confira todas ferramentas que nós separamos na cAIxa de ferramentas do AiDrop!
MEME DA SEMANA


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